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A Influência de Salazar na saga Harry Potter


Toda a gente sabe que a escritora britânica J. K. Rowling deu aulas na cidade invicta. Aliás, o Porto é um ponto de peregrinação obrigatório para todos aqueles que adoram a saga do menino que se tornou no feiticeiro mais famoso do mundo aos 11 anos.
Apesar de ter vivido apenas por 1 ano em Portugal, a rainha da fantasia que revolucionou para sempre a literatura mundial, utilizou imensas referências ao nosso país nos 7 livros de Harry Potter.
Dois dos mais notórios são a sua inspiração na arquitectura neogótica da centenária Livraria Lello e no traje académico portuense. Mas um em particular originou até uma teoria que foi agora confirmada pela própria autora. A perspicácia de uma fã deu o mote para a revelação agora divulgada: Qual seria a relação da personagem Salazar Slytherin – um dos quatro fundadores de Hogwarts – com os tempos vividos em Portugal? Esta teoria era discutida há muito entre os fãs da saga, aguçando a sua curiosidade. Através do Twitter, Rowling escreveu o seguinte:
“I did indeed take his name from António Salazar, the Portuguese dictator.” – Eu realmente tomei o seu nome de António Salazar, o ditador português.
Na complexa trama, Salazar Slytherin é um dos personagens mais cruéis. Fundou Hogwarts ao lado de Godric Gryffindor, Helga Hufflepuff e Rowena Ravenclaw.
Feiticeiro de sangue puro e sedento de poder, sempre defendeu que a maior escola de magia e feitiçaria do mundo, jamais poderia aceitar alunos que não possuíssem pais que fossem feiticeiros.
O seu método de selecção baseava-se no estatuto de sangue, na ambição e na criatividade para contornar as regras. Outro dos seus dons era comunicar com répteis, nomeadamente as serpentes, o animal que representa a sua casa no mundo fantástico criado pela escritora.

Vem aí a 1ª edição do Prémio Sonhando Entre Linhas 2017



Já terminou a sua primeira história? Quer divulgar o seu trabalho, chegar a mais pessoas e construir um público fiel?
O projeto Sonhando Entre Linhas decidiu lançar um prémio literário, a fim de incentivar novos autores a mostrarem o seu talento com as palavras.

1 - O concurso tem como destinatários, novos autores de Portugal e Brasil; 
2 - Os candidatos devem enviar a sua história, juntamente com o seu nome, idade, país, titulo da história, sinopse e respectivos links das redes sociais para novosautores@sonhandoentrelinhas.pt. 
3 - Só serão válidas, as candidaturas em que os autores tenham curtido a página do Sonhando Entre Linhas.
4 - As histórias devem ter no máximo 500 páginas, ser enviadas em formato PDF ou o link do Wattpad (caso estejam publicadas digitalmente). Outro ponto a salientar, é que não serão aceites histórias já com edição física publicada.
5 - Não há qualquer restrição relativamente ao género literário das histórias enviadas.
6 - O prazo de submissão decorre desde hoje até ao dia 8 de Abril, aproximadamente 5 semanas.
7 - O prazo para decisão e escolhas das 3 melhores histórias vai estender-se pelo mesmo período temporal da fase de submissão.
8 - Caso exista um número elevado de submissões, o prazo estabelecido será prolongado, sendo que todos os participantes serão notificados por e-mail.
9 - As 3 melhores histórias terão direito a 3 capas com design personalizado (1 para cada uma delas), marca-páginas personalizados e uma entrevista exclusiva para o projeto via Google Hangouts.
10 - O Vencedor integrará a lista de autores parceiros do projeto, merecendo destaque nas redes sociais do Sonhando Entre Linhas por 7 dias.
Boa sorte a todos!

Lançamentos | “A Rosa do Povo” de Carlos Drummond de Andrade chega às livrarias portuguesas




O olhar do poeta maior das terras de Vera Cruz sobre a 2ª Guerra Mundial chega às nossas livrarias. Considerada a sua obra mais extensa, “A Rosa do Povo” reúne 55 poemas inéditos escritos durante aquele período obscuro da humanidade. É editado pela Companhia das Letras.
Mesmo sendo uma das primeiras obras publicadas pelo poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade, esta colectânea é o trabalho onde expressa de forma exuberante, a sua lírica de carácter social e modernista. Através dela, Drummond atinge um patamar elevadíssimo no espectro da melhor poesia de língua portuguesa do século passado, segundo o grupo editorial brasileiro.
A ruptura com o passado, a violenta alteração de mentalidades e as suas devastadoras consequências, a enorme confusão gerada, o crescimento avassalador da capital brasileira da sua época, juntamente com o sofrimento inqualificável e atroz sofrido pelos habitantes do velho continente, são os temas abordados neste conjunto de poemas inéditos em Portugal. Uma reflexão cuidada, um trabalho exaustivo, levado a cabo pelo poeta durante os últimos dois anos do conflito bélico.
Originalmente publicada em 1945, “A Rosa do Povo” é o expoente maior da sua visão política e dos valores que defendia. Um olhar incomparável sobre um dos acontecimentos mais cruéis que a raça humana pôde assistir. Sob a sombra da virtuosa caneta do poeta, tombam perante as suaves linhas do seu caderno, as vidas vividas nas metrópoles, a divisão ideológica, o amor ou a implacável morte que com a sua tenaz tesoura corta todos os fios que nos ligam à vida, de uma só vez.
Observa tudo isto, a partir do Rio de Janeiro, também apelidada de “cidade maravilhosa”. Cidade cosmopolita, vibrante, amplamente referenciada nos seus poemas.
Um claro tributo, não só dirigido a uma Europa destroçada pela guerra e aos milhões de vidas diabolicamente ceifadas, mas também, o espelho transparente da verdadeira condição humana, permanentemente assolada por medos e afectos em nome de uma supremacia fútil.

6 Livros que merecem ser reeditados em Portugal: A Cor Púrpura, de Alice Walker (1 de 6)



Por último, tenho pesquisado por alguns livros que me despertam a curiosidade de forma única e inegável. Todavia, não tenho tido muita sorte. Inexplicavelmente, alguns não se encontram nas prateleiras das livrarias, o que me faz alguma confusão.
Hoje, indico "A Cor Púrpura" de Alice Walker, o primeiro de seis títulos que deveriam ser reeditados por cá. Não há qualquer ordem de preferência, foram escolhidos aleatoriamente.




Clássico da literatura americana magistralmente escrito por Walker, retrata a penosa vida de Célie, uma mulher sulista, praticamente analfabeta, pobre, abusada de todas as formas possíveis e imaginárias desde criança, quer pelo padrasto, quer pelo marido. 
Tudo se passa na primeira metade do século XX nos Estados Unidos da América. Um universo frágil, construído através de uma narrativa de carácter epistolar, uma intensa partilha de experiências de amor e amizade, sobretudo, com a inesquecível Shug Avery. Ainda que seja uma obra com um enredo dramático, mantém-se actual. Uma profunda reflexão sobre as relações de amor, ódio e poder, numa sociedade ainda marcada pelas desigualdades de géneros, etnias e classes sociais.